Alguém viu por ali a Polícia?: Criminalidade em Viana sobe em espiral

Nacional Off 23

A delinquência em Luanda e no município de Viana, de modo particular, parece ter tomado rumos indesejáveis pelos cidadãos e pela própria Polícia Nacional (PN) que vê os seus créditos serem deitados na lama

Diniz Kapapelo

Os bairros Seis Cajueiros, Caop A e B, ali na rua Brasileira e na Robaldina, este último, com um saldo de um morto esta semana (jovem esfaqueda na paragem de táxi), continuam a ser os mais perigosos do município de Viana.
Segundo uma ronda efectuada pela nossa equipa, pelo menos dois jovens com idades compreendidas entre 19 e 21 anos, foram mortos supostamente por agentes da Polícia Nacional (PN) afectos aos Serviços de Investigação Criminal (SIC).
Os jovens, apenas identificados por ‘Wilson Droga’ e ‘Gerson da Mota’, dois conhecidos meliantes, eram apontados como autores da prática de acções criminais e delituosas, como assaltos e furtos na via pública.
Nelito Dias, disse que as residências e as cantinas dos chamados ‘mamdús’ são os alvos preferidos dos ‘amigos do alheio’ embora as pessoas que passam na rua não estão isentas de serem atacadas pelos marginais que assaltam até mesmo à luz do dia.
“Eles assaltam qualquer um que passa por aqui e, de noite, as casas e as cantinas também sofrem”, explicou, sublinhando que a solução, é apenas clamar pelo socorro das autoridades.
Ao que disse, os meliantes agora usam uma nova táctica, que passa por partir mesmo as paredes para terem acesso ao interior das residências. “Ali levam dinheiro e tudo de valor que for encontrado”, sustentou, garantindo que quem na ocasião não tenha dinheiro, não escapa de agressões físicas, tortura, violação ou mesmo a morte.

Polícia precisa-se


Segundo os moradores dos bairros em causa, esta situação não é de hoje, o que denota, diga-se em abono da verdade, um certo “olhar” conivente ou mesmo algum comodismo da Polícia ante as atrocidades cometidas pelos marginais.
No bairro Seis Cajueiros, por exemplo, um outro caso apontado por António Manuel, ocorreu na madrugada de 29 de Julho. Nesta acção, fruto da letargia da Polícia, os moradores fizeram justiça por mãos próprias, queimando um jovem.
“Ele (o marginal) na companhia de três comparsas tentaram assaltar uma cantina. Quando os moradores aperceberam-se, três deles meteram-se em fuga e o outro foi apanhado pela população”, explicou, afirmando que, como medida de punição, os moradores espancaram-no brutalmente e depois atearam fogo, tendo as chamas consumido o marginal até ao amanhecer.
Manuel disse ainda que já foi vítima de um assalto quando acompanhava a esposa à paragem de táxi, por volta das 05 horas da manhã.
“Ao passarmos, nos deparamos com um jovem que saia um beco e pensamos que seria também um trabalhador, mas depois notamos que eram três e nos interpelaram, tendo um deles me aplicado um cafrique”, explicou, dizendo mais adiante que desta acção perderam as carteiras de documentos e o dinheiro que consigo levavam.

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