Angola: contornos do processo Eleitoral

Nacional Off 21

Na intensidade do “reboliço político” em que estamos envolvidos, sobretudo, pela expectativa face ao modo como, finalmente, será “repartido o bolo” amassado no forno da Campanha Eleitoral; o cidadão angolano merece o esclarecimento que o permitirá acreditar na possibilidade de alterações de condutas que evitem o poder da ganância resultante de qualquer espécie de “maioria esmagadora”…

Noa Wete – Kulwmbimby

Quando a vitória é absoluta e total, normalmente, os vencedores comportam-se como “agentes do absolutismo”; também, repugnante é depararmo-nos com os que vencem de forma e, depois, actuam como “servidores do totalitarismo”.
Felizmente, pelo que os dados nos indicam; além do MPLA que está na dianteira, dentre os potenciais partidos mais votados, já deve ter começado a preparação psicológica para enfrentar o pesadelo da derrota: “os que vencem não ficam com tudo como os que perdem não perdem tudo”…
Façamos o necessário para partilhar tal entendimento que pode funcionar como motivo de equilíbrio capaz de garantir a harmoniosa e salutar relação cívica, no seio da sociedade angolana.

Recapitulando
No país, tal como a problemática da consciência patriótica está debilitada face a gananciosa fúria da imposição de interesses partidários. Por isso, ocorre-nos referir que (contraditoriamente) na mentalidade do angolano “flutua” mais esta ou aquela bandeirola partidária do que a própria bandeira de “todos”.
Como acontece em qualquer recanto do universo, a bandeira nacional supera qualquer marca seja empresarial – desportiva ou política…
Entretanto, a Campanha Eleitoral deu-nos a possibilidade de observar que (em inúmeros centros urbanos e muitos lugarejos de Angola) para experimentar o aumento da arrecadação do nosso precioso voto, o descumunal tamanho da “bandeirola partidária” serviu de imposição… será?
O processo eleitoral deve culminar com a votação como acto de considerável valor cívico; não seja instante para justificar esta ou aquela “apaixonada simpatia”.
Aspirando o “futuro seguro”, qualquer Eleitor é livre para optar; tal aspecto não deve nem pode ser contrariado – como de facto não foi.
Com o leque de justificações que julgou conveniente, cada candidato ao “trono presidencial” propagou ideias rotuladas como brindes para a “mudança”…

Melhoria da condição de Vida do Cidadão
Nenhum esteve preocupado com a alteração; todos, anunciaram a “mudança” mas, na realidade, estamos diante da bendita inovação de valores que já estavam a beira do charco da podridão.
O “Novo Inquilino do Palácio Rosa” da luandina “cidade alta” tem plena consciência que deverá trabalhar para gerir (bem) o património da sociedade angolana que é pertença de cidadãos já dotados de sentido crítico capazes de esquecer o maldito “amor a camisola” e punir quem manifeste gula de se servir servindo os “seus próximos e outros que se apresentem como malditos servidores”…
Depois de cinco anos, até 2022 – na próxima Campanha Eleitoral; o cidadão estará muito mais atento para escolher com convicção e objectividade.
Neste frenesim de admissíveis escolhas – opções ou preferências; em Angola, os mais duvidosos permanecem na dúvida e (des)confiam com base no velho provérbio:
“Quem parte e reparte se não fica com a maior parte é porque não domina a Arte”… no
caso, “o Colectivo Artístico” será integrado por Dirigentes do MPLA e, como protagonista, teremos João Lortenço – Presidente da República, que deve assumir a obrigação de estabelecer regras para exigir a boa governação que Angola reclama.
Por exemplo: para potencializar a plenitude da convivência humana; em sociedades impulsionadas pelo alcance do bem-estar dos cidadãos, a institucionalização da democracia converte-se em irrefutável prova do rigor pelo estabelecimento do Equilíbrio de Interesses à bem do eleitor que assume o voto como sendo “instrumento”
para exigir o possível desenvolvimento que, fundamental e prioritariamente, vise a melhoria da condição de vida do cidadão.

Contextualizando
Na medida da capacidade executiva da Comissão Nacional Eleitoral, a contagem dos votos vai sendo efectuada; acreditamos, com a devida responsabilidade institucional e o merecido rigor tal como exige a ordem da isenção.
Entretanto, para uns e outros, algo parece estar na rota do inesperado e, até, estonteante porque não sendo abismal nem pré-fabricada; para o MPLA, com larga vantagem, vai sendo admitida a vitória!
Desta feita saberemos se de facto “a democracia enche ou não enche a barriga”… em contendas políticas, a obtenção de qualquer maioria é motivo de efusiva alegria!
Saibamos aceitar os resultados tanto mais porque, através dos respectivos Delegados ou Comissários; todos vão tendo a possibilidade de (re)confirmar a contagem; na tabuada a soma não se confunde com a divisão…
Aliás, com base na Lei e considerando o regulamentado, havendo discrepância ou mesmos dúvidas; qualquer partido – candidato tem a possibilidade de reclamar junto do Tribunal Constitucional.
Aqui, importa evitar a ideia que “ao porco é inútil apresentar queixa contra o javali”…
o partido que obtiver maior votação deverá merecer a confiança de todos os angolanos!
Afinal, já estamos quase próximos da verdade: em Angola, “o voto deixou de ter dono”. Porém, por menos que se queira (face aos anunciados da CNE) João Lourenço já “sonha com o novo berço” da Cidade Alta.

 

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