Angola negoceia regresso da diamantífera sul-africana De Beers

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João Lourenço convidou a multinacional para voltar a operar no sector diamantífero do País, convite que os altos a empresa receberam com bom grado mas aguardam os regulamentos que põem fim à venda a clientes preferenciais

A produção de diamantes no país e a participação da companhia sul-africana De Beers, nesse processo, estiveram em análise, terça-feira, 7, em Luanda, num encontro entre o Chefe de Estado angolano, João Lourenço e o presidente do grupo, Bruce Cleaver.
De acordo com a Angop. Bruce Cleaver informou à imprensa que de forma “construtiva e acertada” foram analisados assuntos ligados ao sector diamantífero no geral.

Recentemente, o Executivo angolano que colocou fim à venda de diamantes a clientes preferenciais, uma medida aplaudida pelo gestor, salientando que aguarda apenas pelos regulamentos da decisão.

Trata-se de uma medida que permite às empresas diamantíferas em Angola vender livremente até 60% da produção. A decisão acaba com o anterior regime de clientes preferenciais.
Bruce Cleaver disse igualmente que a empresa que dirige recebeu com agrado a informação sobre o convite do Presidente angolano ao grupo, a fim de contribuir para a produção de diamantes no país.

Presença residual desde 2014

Após o anúncio do regresso às concessões em 2014, que não se materializou, o gigante do sector diamantífero conserva uma presença residual em Angola, tendo reduzido o número de funcionários a 15 colaboradores, dos 280 com que contava em 2012.

Em causa está a falta de concessões para a exploração da “pedra preciosa”, emitidas pela Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (Endiama).

Com a Alrosa, empresa russa do sector dos diamantes, faz parte das duas únicas multinacionais a operar em Angola nesse segmento.
As recentes mudanças feitas no sector mineiro pelo Presidente da República, João Lourenço, nomeadamente a nomeação de um novo Conselho de Administração da Endiama e o combate aos monopólios, podem resultar na captação de capital estrangeiro que o país precisa neste momento.

Com explorações mineiras no Botswana, Canadá, Namíbia e África do Sul, a De Beers controlando 44 por cento da produção mundial de diamantes.

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