Angola: Processo Eleitoral (II)

Nacional Off 18

A dinâmica dos ponteiros do relógio é inalterável; logo, sempre que quisermos pensar em torno da projecção do “sonho da esperança”, saibamos evitar o que pode influenciar hipóteses desastrosas – catastróficas circunstâncias… elevemos o rigor do civismo, sobretudo, para respeitar quantos compatriotas cumpriram a obrigações do processo dleitoral, conforme o vigor de apelos oficiais

Por: Noa Wete – Kulwmbimby

 

Então, sendo obrigatório o directo envolvimento no processo até ao “sigilo da opção” no Dia do Voto; óbvio seria promover a vantagem do normal que facilitasse qualquer cidadão angolano pronto para o manifesto de simpatia pela sua preferência partidária.
Assim, na base do fundamental propósito da democracia que garante a possibilidade da diferença de opções; por estreito vínculo, qualquer Muangolé “de gema” deve sentir-se motivado para fazer uso da liberdade de expressão…
Enquanto aguardamos pelo muito desejado resultado final, ansiosos, continuamos a recapitular os instantes mais caricatos em torno do mais recente desafio eleitoral que o País registou… como temos dificuldades de fazer uso da tabuada primária; permitam-nos beber água potável- água mineral e água pura para que nada seja mentira!
Simplesmente, entre nós, a contradição resulta da forma como vão sendo geridas as particularidades do processo eleitoral no qual determinados “agentes” operaram como “controladores do tráfego de votantes” quando, afinal, estão inseridos num determinado conjunto de cidadãos que ambiciona conquistar “lugar ao sol” – no órgão máximo do poder do Estado angolano que é a Assembleia Nacional.
Como não?… ser Deputado ou sentir-se identificado como Parlamentar; “kuia bué” e de que maneira!
Provavelmente, por isso, o “trungungu” da indiferença esteja a fazer morada no cerne da mentalidade de muitos compatriotas que nem se preocupam com o repugnante impacto da ofensiva imoralidade que, também, passa pelo excesso da ostentação de quantos se vangloriam por muito ter diante da maioria que sobrevive porque desconhece o valor do bem viver.
Não sendo, este pode ser uma versão do ambiente que nos caracteriza mesmo em plena campanha eleitoral; observamos a diferença entre os que possuem muito e os que não conseguem saber onde encontrar o que pretendem ter.
Para o infortúnio do eleitor angolano, há indivíduos que se esforçam para experimentar a proclamação do “reino do luxo na miséria”.

Em Angola
crise “mal inventada”
Em tal tentativa, pelejam o máximo para evitar que os menos favorecidos se aproximem das fontes de “abastecimento financeiro” que estavam – estão mais do que abertas para uns tantos – poucos mas “abusivamente abençoados”.
Porém, face a exigências já anunciadas e ao combate, também, prometido no decurso da Campanha; interessa-nos ter a certeza que a Banca Angolana deixará de estar escancarada pior do que a chamada “casa da tal Joana” onde qualquer “especialista – especializado” entra de mãos vazias e retira-se abastecido pelo compadrio…
Cumprida a ordem que anula qualquer obrigação de fiscalizar o exercício dos Gestor do Orçamento Geral do Estado de todos angolanos; cada “merecedor da confiança superior” faz o que lhe dá na gana… entre nós, é possível que haja gente abonada que saca bué mas nunca se farta porque está agraciado pela impunidade!
Assim, em Angola, a crise foi “mal inventada”.
Quando, ainda, estamos confrontados com incompreensíveis problemas primários inerentes ao abastecimento de água potável porque, até, nunca mais nos voltaram a falar de “água para todos” e a maioria da População Angolana desconhece como funciona a torneira na qual jorra água canalizada;
Quando, em pleno Século XXI – em Angola, a energia elétrica continua sendo uma miragem porque, mesmo com as inaugurações bisadas ou rebisadas e, até, tri-bisadas a maioria da população sobrevive mercê a luz do candeeiro ou da vela;
Quando a Industria do pão nosso de cada dia depende da matéria prima (trigo) que nunca conseguimos produzir porque a governação aposta na importação…
Por exemplo: como – com que suporte de inteligência e garantia tecnológica será possível admitir que (em Angola) seja “sonhável” a edificação do “novo” Dubai – Santíssima Trindade – como?
Saibamos ser humildes e deixemos de utilizar complexos de superioridade “herdados” do maléfico regime colonial que (antes de aceitar o derrube) incutiu na mentalidade de certos indivíduos – angolanos que “aqui não é Kongo”…
Era bom que fosse; provavelmente, não estaríamos a padecer décadas mais décadas recintando o “Sagrado Poema” de Agostinho Neto – “Adeus a hora da largada” que salienta algum lugar angolano:

Ganho juízo:
nunca mais em sarilhos
”…Alí onde não chega a luz eléctrica; homens ‘embriagados’ à cair com fome – com sede e com vergonha de te chamarmos Mãe…”.
Lastimavelmente, Angola parece vítima de incongruências que nem Deus percebe a causa… isso vai sendo confirmado pela via da empobrecida Campanha que, ao Eleitor, pouco se não mesmo nada oferta como novidade de facto.

Mais parece que a intelectualidade angolana nunca conseguiu sair do “bunker” onde se refugiara para se escapar dos mortíferos tempos de triste memória – guerra entre irmãos que, afinal, podiam ter evitado o evitável tal como, precisamente, sucedeu… sim, sucedeu; depois de tanto sangue esbanjado e demasiados recursos desperdiçados já devíamos ter ganho o imprescindível juízo para que (todos) nos consciencializemos: nunca mais nos devemos meter em sarilhos que enriquecem interesses estrangeiros; Para bem servir perspectivas de Desenvolvimento, devemos aprender com os erros.

Sentimos a obrigação de acreditar que (em Angola) a guerra jamais será promovida para que comece nem “incentivada” para que seja feita para acabar com ela.
Aliás, melhor do que nós, os detentores das mais altas patentes das Forças Armadas Angolanas – FAA terão sentido o horror do azedume do cheiro da pólvora.
Por isso, muito felizmente – como excelente medida preventiva, vigora a ordem para que nenhum militar no activo intervenha na campanha eleitoral ou em qualquer acção de carácter partidário…
Que assim seja – Deus, Todo Poderoso: oiça-nos!

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