Benedito Daniel: o novo “homem forte” do PRS

Actualidade, Destaque Off 27

Benedito Daniel, até então, a ocupar o cargo de secretário-geral do partido é o novo presidente do PRS, substituindo do cargo, Eduardo Kuangana que deixa o cargo 25 anos depois e por motivos de doença

Diniz Kapapelo

Com 351 votos Benedito Daniel ‘cilindrou’ Sapalo António, ex-deputado à Assembleia Nacional, que ficou em segundo lugar, tendo alcançado 237 votos, e João Baptista Ngandajina, antigo ministro da Ciência e Tecnologia no então Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN), 64 votos, com os quais concorria à sucessão de Eduardo Kuangana.

Um dado a reter, depois do anúncio dos resultados, foi a ‘má’ postura, ou se quisermos, falta de “fair play” da parte de Sapalo António, que segundo os resultados eleitorais, foi o segundo mais votado, que além de não ter reconhecido a sua derrota, disse que não aceitava os resultados e saiu sem falar à imprensa.

João Batista Ngandajina, o terceiro concorrente, por sua vez, reconheceu os resultados e disse estar disposto a trabalhar caso for chamado para o fazer.

“Não podemos nos esquecer que somos, antes de mais, militantes do PRS e se o presidente eleito achar que deve contar com os nossos préstimos estamos abertos para trabalhar em benefício do partido”, disse à imprensa no final da publicação dos resultados das eleições da qual foi o menos votado entre os três candidatos que ‘lutavam’ para estar a frente dos destinos dos renovadores socialistas.

 

Desafios

Com a sua ‘marca registada’ – o federalismo – Benedito Daniel, o presidente eleito, tem pela frente a missão árdua de suprir, primeiramente, tal como as outras cinco formações políticas concorrentes ao pleito de 23 de Agosto, com excepção do MPLA, as falhas encontradas pelo Tribunal Constitucional nas candidaturas apresentadas e conseguir fazer eleger mais deputados do que os actuais existentes na ‘casa das leis’, do qual é o presidente bancada parlamentar em representação do seu partido.

Nesta conformidade, ajustado que está os estatutos dos ‘renovadores socialistas’, com a realização do congresso e com a eleição do novo presidente do partido, Benedito Daniel poderá ser o cabeça de lista e candidato do PRS às eleições que se avizinham, trocando de lugar com Eduardo Kuangana, já que a lei permite que os partidos e coligações de partidos políticos possam trocar de candidato até cinco dias antes da realização das eleições.

Das suas estratégias e linhas de força para o seu mandato a frente do PRS, Benedito Daniel tem na “manga” o trunfo de querer unir os militantes desenvolvendo acções para a coesão interna, abalada com a ideia de que Eduardo Kuangana, presidente cessante, a 25 anos na liderança do partido, quisesse, a todo custo perpetuar-se no poder com a sua conivência, enquanto secretário-geral, conforme declarações de Sapalo António à imprensa durante a apresentação dos seus programas eleitorais.

O que, todavia, ficou desmentido por Manuel Muxito, mandatário do PRS às eleições de Agosto próximo que os três candidatos à presidência do partido tinham as suas estratégias de campanha, “e nunca existiu intenção do presidente Kuangana se perpetuar no poder a nível do partido”, sustentou.

Benedito Daniel, quer também, agora que foi eleito, aumentar a credibilidade e visibilidade do partido, dar maior dinamismo político e tornar o PRS numa força política organizada.

 

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