CASA-CE aumenta número de mulheres na corrida ao Parlamento

Politica Off 23

A Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA) -CE (Coligação Eleitoral), a terceira maior força política angolana, concorre às eleições de Agosto próximo com quarenta (40) mulheres efectivas e quinze (15) suplentes, no círculo nacional, o que perfaz um total de cinquenta e cinco (55)

Ilídio Manuel

Em termos percentuais, significa dizer que, no universo dos 220 deputados que compõem a Assembleia Nacional, 25% são candidatas da CASA-CE.
De acordo com informações disponíveis no site do Tribunal Constitucional (TC), a mesma formação política apresenta quarenta (40) senhoras nos círculos provinciais, dentre efectivas e suplentes.
Na lista da CASA-CE aparecem apenas quatro (4) mulheres nos primeiros vinte (20) lugares. Esta formação, à semelhança das demais forças políticas, não apresenta nenhuma senhora candidata aos cargos de Presidente ou vice-Presidente da República.
Nas eleições de 2012, esta coligação de partidos concorreu com trinta (30) mulheres efectivas e onze (11) suplentes, no círculo nacional, o que perfez um total de quarenta e uma (41) concorrentes. Estes números confrontados com as eleições passadas indicam que houve um aumento de onze (11) candidaturas.
O mesmo não se pode dizer em relação às representações femininas nos círculos provinciais em que a CASA – CE concorreu há cinco anos com sessenta e três (63) mulheres, dentre efectivas e suplentes, mas este ano registou uma redução de vinte e três (23) lugares, já que apresenta uma lista de quarenta (40) senhoras.
Dos oito (8) deputados que conseguiu eleger nas eleições de 2012, duas (2) são mulheres.
Numa entrevista que concedeu em tempos ao projecto “As Mulheres e as Eleições”, o presidente da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, revelou que a sua formação política tem “procurado cumprir com as recomendações da SADC que preconizam um tecto mínimo de 30% de representação feminina nas instituições partidárias e governamentais”.
Reconheceu que a inserção das mulheres na vida política e social não tem só encontrado entraves por parte dos homens, como também das próprias mulheres, que “deveriam unir-se mais para apostarem em si próprias”.
O líder da CASA-CE diz que a sua organização defende o princípio de representação 2/1, ou seja, colocar sempre uma mulher onde surgirem dois homens.
Segundo ele, a sua formação política não está apenas preocupada com o aumento de quantidade de mulheres nos distintos órgãos de soberania, mas também com a qualidade, o seu grau etário e a inserção de mais jovens e mulheres do meio rural.
Abel Chivukuvu afirmou que o sucesso dessa luta das mulheres está directamente relacionado com a redução dos níveis de pobreza no seu seio, o aumento dos níveis de literacia, bem como na necessidade das mulheres acreditarem em si mesmas.

Nas eleições de 2012, esta coligação de partidos concorreu com trinta (30) mulheres efectivas e onze (11) suplentes, no círculo nacional, o que perfez um total de quarenta e uma (41) concorrentes. Estes números confrontados com as eleições passadas indicam que houve um aumento de onze (11) candidaturas

 

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