Cidadã vive sob ameaça constante

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Uma cidadã angolana e a sua família estão a correr sérios riscos de vida depois de terem sido vítimas de dois assaltos graves, o último, com um saldo de três feridos por disparo de armas de fogo. Segundo a família, os marginais diziam que foram orientados para matar a mesma (cujo nome completo omitimos para a sua própria segurança) por ser comerciante na fronteira do Luvo e receber o dinheiro do negócio

Maria Mango, a visada, que preferiu não mostrar o rosto por temer represálias ou retaliações disse que a acusação de vender produtos diversos na fronteira do Luvo é falsa e que os marginais que têm estado a assaltar a sua casa no distrito do Neves Bendinha, município do Kilamba Kiaxi estão enganados.

“Há cerca de duas semanas fomos novamente assaltados e graças a Deus eu não me encontrava em casa”, explicou, acrescentando que estava de vigília na igreja quando cerca de cinco ‘amigos do alheio’ invadiram a sua residência em busca de valores monetários e a sua cabeça.

“Disseram que teriam sido mandados para me matarem e levarem consigo o dinheiro que supostamente eu teria em casa. Mas eu não faço negócio algum e dependo do meu marido que trabalha”, explicou, para depois sublinhar que possivelmente as coordenadas ou pistas dadas aos marginais tenham sido mal dirigidas.

“Uma vez até poderia achar que era engano. Mas duas, já é de mais”, aventou, realçando que embora não ter em mente alguém que lhe possa fazer mal, acha que algo não esteja a bater certo com esses assaltos direccionados à sua residência.

Já o seu o esposo contou que apenas agora resolveram divulgar o caso porque esperavam que os feridos, no caso três sobrinhos que se encontravam a pernoitar em sua casa estivessem fora de perigo e também “porque sentimos que a minha esposa, senão mesmo a família toda, corre sérios riscos de vida”.

“No dia em que fomos assaltados, os meliantes, alguns deles encapuzados e, pelo menos três deles armados, arrombaram a porta de casa numa altura que já nos encontrávamos a dormir, entraram em casa e começaram a ameaçar-nos para dizer onde tínhamos o dinheiro guardado”, denunciou.

Segundo disse, não tinham muito dinheiro. Tinham apenas cerca de 70 mil kwanzas para as despesas da escola das filhas e também para as despesas de casa.

“Mas eles queriam mais e diziam que foram mandados para matar a minha esposa porque faz negócio no Luvo e tem muito dinheiro”, explicou.

A beira da morte

Segundo o marido, Maria teria morrido caso os meliantes a tivessem encontrado naquele dia. Por este facto, teme que algo pior venha acontecer. E não é para menos, “quando eles aperceberam-se que ela não estava em casa e que tínhamos pouco dinheiro, ficaram nervosos e, sem mais nem menos, começaram a disparar indiscriminadamente e as balas atingiram três sobrinhos que estavam connosco em casa”, explicou.

Ao que disse, desta acção duas meninas e um rapaz, de 16, 14 e 22 anos, respectivamente, foram atingidos, mas não faleceram. “Tivemos de socorrê-las, com a ajuda de alguns vizinhos, ao hospital Américo Boavida onde, graças a Deus, recuperam dos ferimentos”, notou, acrescentando que o rapaz apanhou dois tiros, um no abdómen, cuja bala saiu nas nádegas e outro no pé esquerdo. Ao passo que as meninas, uma apanhou num dos braços e a outra no pé direito, sem, no entanto, fracturar qualquer osso ou outro órgão vital.

Por este facto, prevê, a solução é abandonar a sua área de residência em busca de uma zona segura para a sua família.

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1 Comentário

  1. Denis 2 de Junho de 2017 at 16:16 - 

    A situação é preocupante

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