Cúpula dos BRICS dominada por questões económicas

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Durante a 10ª Cúpula dos BRICS líderes mundiais, na África do Sul, apreciaram temas de importância para a actualidade muncial como a paz, as novas tecnologias e a manutenção da paz

O encontro de líderes mundiais, no qual participa também o Presidente João Lourenço incluiu também discussão sobre os problemas que o continente africano enfrenta e as oportunidades de integração.
Esta 10ª Cimeira dos BRICS tem sido dominada, entre outros assuntos, pela problemática da guerra comercial entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China, consideradas as duas principais potências económicas mundiais.Em causa estão as medidas unilaterais do Governo de Donald Trump e o consequente aumento do proteccionismo nas relações comerciais, que tem merecido repúdio de vários actores políticos e instituições da Europa, da Ásia e da América Latina.
As medidas protecionistas dos Estados Unidos não agradam a China que protesta contra o agravamento das taxas de importação de produtos estratégicos, como o aço e alumínio, em 25 e 10 por cento, respectivamente. Os chinese prometem retaliar aumentando a taxa para produtos norte-americanose pediu aos membros da Organização Mundial do Comércio que se solidarizam com as suas posições.
A China elevou as tarifas em até 25 por cento sobre 128 produtos dos Estados Unidos, de carne suína congelada e vinho, além de certas frutas e nozes, medida que tem impactado em outros mercados e países emergentes, como o Brasil.

Chefes de Estado de diferentes países se encontram a partir desta quarta-feira, em Joanesburgo, para a reunião de cúpula do Brics, grupo de cooperação econômica formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A participação de Angola


Um dos pontos altos da presença Estado angolano foi o encontro com o Presidente Russo, Vladmir Putin à margem da 10ª Cúpula dos BRICS.
João Lourenço referiu, em declarações a imprensa, que, depois de 16 anos de paz efectiva, o país tem uma agenda diferente, virada para o desenvolvimento da economia, tendo convidado os empresários russos para investirem em novos domínios económicos em território angolano.
“A presença russa na economia angolana é sobretudo na indústria extractiva, mas gostaríamos imenso que as grandes potencialidades actuais da Rússia se fizessem presentes também em Angola, em outros domínios”, expressou.
O Chefe de Estado angolano, que participa pela primeira vez na Cúpula dos BRICS, desde a sua eleição em Agosto de 2017, disse haver abertura política, em Angola, para que o investimento russo seja um facto em todos os domínios da economia.
“Ao longo dos 42 anos de independência, a Rússia sempre esteve do nosso lado na luta contra o regime do Apartheid, que ameaçava Angola e a África. Confiem que o povo angolano nunca esquecerá essa amizade, forjada na luta”, lembrou.
João Lourenço saudou, igualmente, o Governo Russo pelo “alto nível de organização” do Mundial de Futebol, realizado de Junho a Julho deste ano, e disse ter sido a melhor reposta para aqueles que quiseram impedir ou sabotar a realização do evento.
Por sua vez, o Presidente Russo, Vladimir Putin, disse que os dois países cooperam activamente na área da política, da segurança e no âmbito das organizações internacionais, e que aprecia o apoio da parte angolana no âmbito da ONU.
Segundo Putin, o volume do comércio económico bilateral ainda não é grande, mas a Rússia tem um grande potencial e projectos para aumenta-lo.
“Estamos a desenvolver cooperação no domínio militar, e aprecio todas as oportunidades para discutir”, exprimiu, ao referir-se ao Presidente angolano.

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