Deputados da UNITA vão (mesmo) tomar posse

Actualidade, Nacional Off 23

A UNITA, maior partido da oposição em Angola, anunciou este sábado 16 de Setembro, que os seus deputados eleitos nas eleições gerais Agosto último vão assumir os lugares no Parlamento, uma decisão tomada alguns dias depois de o Tribunal Constitucional ter validado as eleições

Diniz Kapapelo

Isaías Samakuva, presidente dos “maninhos” aconselhou os seus militantes a manterem-se firmes e serenos, depois do recurso interposto pelo seu partido no sentido de impugnar os resultados eleitorais de 23 de Agosto último terem sido julgados improcedentes pelo Tribunal Constitucional (TC).
“Assumiremos os lugares no Parlamento para prosseguir a luta democrática dentro e fora das instituições”, afirmou o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Isaias Samakuva, em conferência de imprensa.
O líder do “galo negro” que falava para os militantes do partido, em Luanda, neste sábado 16 de Setembro, centrou a sua intervenção na sensibilização de todos os que depositaram confiança na UNITA, no sentido de manterem-se serenos, e fez uma retrospectiva das eleições anteriores. Com base na sua experiência, Isaías Samakuva deixou claro que é preciso reflectir em torno daquilo que é benéfico para o povo angolano, no contexto actual.
A questão há muito esperada e que suscitou interesse dos militantes, simpatizantes e amigos da UNITA tem a ver com a tomada de posse ou não dos deputados da UNITA, já que a maioria defendia manifestações massivas e contínuas, acto que Isaías Samakuva repudiou, pelo facto de haver indícios de que não era o melhor caminho a seguir.
O presidente da UNITA condenou a atitude do MPLA que usa as forças de segurança para apontar as armas para povo, realçando que o epicentro dessas acções são as províncias da Lunda Sul e Benguela, com maior realce para esta última, onde o uso de armas de fogo e a destruição completa de infra-estruturas da UNITA configura um cenário de guerra em tempo de paz.
Tendo ficado em segundo lugar nas eleições legislativas, a UNITA contestou os resultados e tinha admitido um boicote à presença dos seus 51 deputados na Assembleia Nacional, recuando agora na decisão.
Os resultados definitivos divulgados conferem vitória ao partido Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), com 4,1 milhões de votos (61,07%), maioria qualificada, elegendo 150 deputados.
Os resultados confirmam que a UNITA foi a segunda força política mais votada, tendo alcançado 26,67% dos votos, elegendo 51 deputados, seguido da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), com 16 assentos parlamentares.

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