Em prol a defesa dos consumidores: associação sensibiliza vendedores de Luanda

Nacional Off 16

A Associação Angolana de Ajuda ao Consumidor (AAAC) começou, recentemente, uma campanha de sensibilização aos vendedores dos diversos mercados de Luanda

Diniz Kapapelo

Ouvido em exclusivo pelo Portal NgolaJornal, Agostinho Canando, jurista desta associação de defesa do consumidor, disse que a actividade com o início no mercado do 30, em Viana, é extensiva aos vendedores ambulantes de outros mercados da cidade capital, cujo objectivo é a divulgação de informações importantes referentes a defesa dos consumidores.

“No âmbito jurídico e técnico iremos aconselhar as vendedoras ambulantes no sentido de saberem que existe a Lei da Defesa do consumidor que devem ser cumpridos e respeitados, não apenas pelo Estado, mas acima de tudo, pelos próprios comerciantes”, explicou.

Relativamente aos comerciantes, o jurista disse que os membros da associação levarão consigo material informativo diverso para informa-los como devem tratar os produtos e quais os cuidados a ter com os frescos.

“Devem ter em conta a verificação da data de validade, quais os efeitos nocivos que os produtos deteriorados têm para a saúde humana e também para o meio ambiente, bem como, outras informações para a defesa dos consumidores”, sublinhou.

O jurista Agostinho Canando, disse, por outro lado, que a actividade que começou esta semana, no mercado do 30, vai até ao mês de Dezembro e irá abranger diversos mercados de Luanda, como Catinton, só para citar esse.

“Elegemos também Dezembro, porque é o mês das festas em que várias denuncias chegam a nossa porta, sobre as inúmeras violações dos direitos do consumidor, principalmente no que tocam aos produtos caducados”, denunciou, para depois acrescentar que a actividade começou no mercado do 30, em Viana, pelo facto de ser ali onde a associação detectou maior número de violação dos direitos do consumidor.

“Sim vamos estender a outros mercados informais de Luanda para que a mensagem chegue até ao comerciante mais humilde. O objectivo é para os vendedores terem consciência que ao vender um produto não está simplesmente a vender”, acrescentou, garantindo que está a fornecer um serviço à alguém. Um serviço, sustentou, que pode fazer bem ou mal para a saúde de uma pessoa.

Por este facto, apela aos consumidores no sentido de reclamarem sempre os seus direitos, “porque a partir da altura que a pessoa paga por um preço esse produto torna-se seu não importa o preço adquirido”.

 

Vendedores satisfeitos

De acordo com os vendedores ouvidos no local, a actividade levada a cabo pela associação no mercado do 30 foi de grande valia, na medida em que puderam aprender coisas que só ouviam na rádio ou na televisão.

“É algo novo que não vemos aqui no mercado do 30. Aprendemos e gostamos imenso da informação que nos foi passada pelos jovens”, explicou Marta Laurentino, uma vendedora, garantindo que as informações passadas serão para colocar em prática no seu trabalho diário.

Paula Madeira, outra vendedora, não escondeu a sua satisfação na altura que lhe era explicado os seus direitos e deveres enquanto prestadora de serviços.

“Foi bastante proveitoso, porque não foi preciso nos darem corrida ou receberem-nos as coisas para percebermos que temos que cuidar dos alimentos para não colocarmos em perigo a vida dos consumidores e tudo mais”, realçou, para depois solicitar que actividades desta natureza se repitam mais vezes.

 

Hits: 47
ArabicChinese (Simplified)EnglishFrenchPortugueseSpanish