Heróis da nossa nacionalidade rogam pela verdadeira paz

Destaque, Opinião Off 12

Tenhamos presente a suposição: se hoje fazemos questão de esquecer outros; preparemo-nos para admitir que, amanhã – certamente, seremos esquecidos por outros… depois, pela via do penetrante contágio, fica montado o complexado esquema moldado para permitir o mal que neutraliza tudo… mesmo que pareçamos estar, sempre, a subir; permaneceremos no local da partida – todos, ignorados!

Por: Noa Wete – Kulwmbimby

Todavia, de lá para cá muito vertiginosamente, a Nossa “Memória Colectiva” foi entrando em declínio porque, ao longo dos últimos 38 anos, a imponência da personalidade de AGOSTINHO NETO foi submetida ao vertiginoso trânsito: era protagonista de proa mas (agora) é “figura de estima”, em Setembro.
Na outra “face da mesma moeda”, passados apenas uma década, Holden Roberto está colocado numa espécie de “arquivo dos pendentes esquecidos” pelo poder que gere a administração do Estado.
Além do título de Herói Nacional, provavelmente, utilizado por familiares; resta o contentamento de companheiros que se julgam na obrigação de honrar a Sua memória porque, no ardor da batalha, foi o “timoneiro” na tenaz batalha contra o colonialismo, em Angola.
As evocações em causa só devem ser tidas como circunstanciais: finalizará Agosto que dará lugar ao mês de Setembro; o desaparecimento físico de Holden Roberto foi registado em Agosto e o de Agostinho Neto em Setembro.
Naturalmente, Jonas Savimbi é a personalidade que completa o “histórico trio”.
No devido momento, assumiremos a responsabilidade de abordar aspectos referentes “a sua presença” na dinâmica da luta de libertação e no condenado conflito interno que abalou a sociedade angolana.
Precisamente, julgamos pertinente intervir na dinamização de esforços que permitam a mais ampla e diversificada reflexão em torno de Holden Roberto – Agostinho Neto e Jonas Savimbi na qualidade de integrantes do “trio libertador” que, em distintas frentes, conduziu a justa luta contra o “império colonial”.

Alcance de equilíbrio

Tentar a forja para que outros sejam vivos mas colocados na profundeza dum subterrâneo onde podem ser concretizadas “operações de extinção partidária” – converter vivos em defuntos; isso não deu, não dá como jamais dará porque, em Angola, o desejado é que a vivência humana seja enriquecida tal como o Sagrado Livro – a Bíblia aborda:
“Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” – 133:1, em Salmos.
Não foi e continua não sendo possível tornar palpável a evidência do facto que deve ser a fraternidade ou, no mínimo, a expressão da irmandade entre angolanos…
Tanto a frieza das relações como o escaldante da aproximação terá sido resultado de opções que nunca deviam servir para fragilizar a convivência que parece, cronicamente, muito mal afectada por complexos cujas razões devem ser descodificadas!
Na corrente desta Exaltação, no cerne, temos presentes duas imponentes Personalidades: Holden Roberto e Agostinho Neto.
Duas rotas pelo alcance do objectivo comum; entre eles foi registada muita turbulência – desnecessárias “contendas intestinais” que, apesar do esforço de outros credenciados políticos africanos, desabonaram a crença pelo normal “parto do Novo Estado”… Angola – Independente!
Em 1974 / 75, com a ingerência de várias “abutres” e o directo envolvimento de determinados poderios militares, quando (já) em Território angolano podiam ter experimentado o alcance do equilíbrio em torno da diferença de opções partidárias; entre Agostinho Neto e Holden Roberto, a gravidade das relações atingiram o caos e, logo, a fatalidade porque, ambos, acabaram por “comandar forças animadas” para a irracionalidade de acções no campo da batalha”…

Sublimes lições de vida

No evocado período político, o clima foi tão explosivo que até atingiu o extremo: demasiado sangue esbanjado, enfim… entre nós – angolanos, depois dos desmedidos actos de perseguição e vingança com rótulo de ódio desenfreado; para milhões de angolanos, o sacrifício foi convertido em morte!
Na tentativa de intervir no almejado processo de amenização do espírito e harmonização do salutar relacionamento entre “filhos d’Angola”, julgamos válido impulsionar o obrigatório respeito pela diferença…
Por mais ou menos que queiramos, diante da melhor realidade em torno da nossa sacrificada pátria; jamais conseguiremos a “uniformização do pensamento”.
Actualmente, admitimos que vai-se tornando mais crescente o “exército de desejosos” – compatriotas prontos para contribuir no sentido de convertermos os erros do passado em sublimes “lições de vida” para a preservação do sentido crítico tanto pela melhor interpretação como pela justa transmissão de valores cívicos que devem sustentar os “indestrutíveis pilares” da nossa soberania.
Aliás, mesmos posicionados nos mesmos extremos partidários; mais uma vez, a conduta tal como a postura do “cidadão esclarecido” assegurou bom ambiente para que fosse como foi possível o voto eleitoral, sem ódio nem fogo…
Por isso mesmo, repousando sob a Tutela do Senhor Todo Poderoso; talvez, “Heróis da Nossa Nacionalidade” – Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi “rogam” pela progressiva implantação da Verdadeira Paz, no País.

 

 

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