Lucas Ngonda garante que FNLA vai concorrer a 23 de Agosto

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O presidente da Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA), Lucas Ngonda, disse na manhã desta terça-feira, 30, em Luanda, que a crise que a formação que dirige vive foi criada por pessoas que queriam destituí-lo e que tem todas as condições para concorrer nas eleições deste ano 

Por: Fernando Guelengue

O político, que falava para a Voz da América durante o programa Angola Fala Só, garantiu que vai concorrer às  eleições gerais de 23 de Agosto próximo em pé de igualdade com os demais partidos e almeja um número confortável de deputados na Assembleia Nacional.

“Queremos e estamos a crer que vamos trabalhar para solicitar ao povo que vote em nós na certeza de que vamos concorrer para termos uma bancada parlamentar, cientes de que podemos ainda ganhar as eleições”, frisou, acrescentando que tudo depende da aceitação popular.

Questionado sobre a visão da formação que dirige em relação às empresas selecionadas e contratadas para a gestão do processo eleitoral, Lucas Ngonda reconheceu que tais instituições já têm um percurso desta actividade em Angola sendo claro as intenções do partido no poder. “O único partido da oposição que reconheceu os resultados das eleições de 2012 foi a FNLA. Temos de ter um processo transparente que não resulte em tumultos”, respondeu, sustentando que  os angolanos estão a construir um Estado novo e há muitas questões que passam na Assembleia Nacional porque não se pretende mais guerra”, frisou.

 

O também sociólogo, que milita na FNLA há 61 anos, disse que há um sistema igual ao monopartidarismo que o país está a viver, reconhecendo haver alguma abertura democrática no país. “Tudo aqui é questionado, empregos controlados, caminhos fiscalizados e quem se move para uma direcção contrária logo é conotado, correndo riscos de perder o emprego. Não se fala muito a verdade por medo de represálias”, defendeu.

No âmbito da comunicação social, segundo o político, há uma enorme desigualdade social e chegamos mesmo a viver momentos em que não se consegue  distinguir se é órgão do Estado ou do partido no poder. “Já temos um espaço conquistado e vamos continuar a trabalhar pela paz, concórdia e harmonia dos angolanos mesmo com as limitações impostas pela imprensa”, contou, acrescentando que a FNLA  começou a perder o seu espaço político no país após a batalha do Ambris, em novembro de 1975.

De acordo com o docente universitário, as informações postas a circular na comunicação social segundo as quais a FNLA fez entrega de assinaturas para três províncias não correspondem a verdade. “O que se passou é que alguns simpatizantes que nos cederam assinaturas já tinham fornecido para alguns partidos que tinham dado entrada em primeiro lugar. Na verdade, entregamos 74 pastas com 17 mil e 500 assinaturas, mas já fizemos os reajustes porque não temos carências de apoiantes”, rematou.

No que se refere às coligações de partidos, o presidente da força política histórica fez saber que receberam solicitações de formação de coligação do PDP-ANA mas não tiveram sucesso porque não tiveram desejo de se transformar em coligação. “Não faremos qualquer coligação com o partido no poder mas estaremos abertos a fazer coligações com demais partidos após as eleições”, disse.

A FNLA vai à congresso no ano de 2019, altura em que Lucas Ngonda pode ainda concorrer, mesmo aos 78 anos, dos quais 61 anos de militância.

 

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