Milhões de angolanos sentem-se vítimas da apatia política (I)

Destaque Off 22

Permitam-nos a termologia porquanto entendemos que o alto teor da incongruência faz parte da grave doença que debilita e estrangula Angola… entre Nós, a miopia parece estar tão generalizada quanto a presbitia; perto, não estamos a ver nada e distante torna-se outra arrasante calamidade!

Por: Noa Wete – Kulwmbimby

Tais enfermidades de carácter visual, juntam-se ao esquecimento que sentimos em relação a incomensurável grandeza da histórica simbologia encarnada por distintos Gestores da Edificação do Estado Angolano cujo doloroso parto iniciou nas negociações política Históricas e diplomáticas registadas em Alvor – Portugal quando (em 1975, a Frente Nacional de Libertação de Angola – FNLA, o Movimento Popular de Libertação de Angola – MPLA e a União Nacional para a Independência Total de Angola – UNITA) sob reconhecimento da Comunidade Internacional, assumiram a Legitimidade como dignos Representantes do Povo Angolano.
Qualquer espécie de esforço que se pretenda no sentido de adulterar tais imponentes dados inerentes a efectiva evolução da veracidade da evicada parte da História afecta a justa luta de libertação, pelo alcance da soberania de Angola; qualquer tentativa de ocultar a essência dos evocados factos se (ainda) não é, acabará sendo “imperdoável crime” que implicará as correspondentes sanções.
Os mais adultos devem ter presente: os jovens cidadãos angolanos que – actualmente – integram a nova geração; possuem mecanismos de consulta imediata e de forma expedita usam instrumentos de investigação para apurar o mérito da História.

A PROCLAMAÇÃO
justificou o acordado, em Alvor
A filosofia do genuíno tradicionalismo angolano salienta: “os que pretendem agir mentindo, podem fazê-lo mas nada adiantará insistir; o melhor mesmo é fugir… minta e vá – passe; siga o rumo que preferir menos permanecer no lugar habitado pelas vítimas das calúnias porque mais cedo ou mesmo tarde, aí, chegará a autêntica Verdade.
Contextualizando: a conquista da independência de Angola não é resultado obtido no Dia 11 de Novembro.
Aliás, a mencionada histórica Data foi um dos candentes motivos de referidas negociações que envolveram as lideranças dos legítimos representantes do povo angolano: FNLA – MPLA e UNITA em confronto diplomático com altos dirigentes de Portugal, também, em transição.
Com efeito, finalizadas as negociações em Alvor; imediatamente, os angolanos despertos ficaram a saber que a partir do Dia 11 de Novembro de 1975 assumiriam a respectiva soberania, precisamente, tal como está registado.
Facto relevante: no Dia em abordagem, sim, a proclamação foi a sublime formalidade que justificou o acordado, em Alvor.

Missão informativa
para o real Interesse Público
Por isso mesmo, em Angola, a proclamação foi assumida e de facto registada em três distintos cenários: na Cidade de Luanda, sob o domínio do MPLA; na cidade do Uíge, sob controlo da FNLA e na Cidade do Huambo – controlada pela UNITA.
Como tal, sem mais nem menos, assim reza a Verdade da História: em Novembro de 1975, a proclamação da Independência de Angola envolveu as lideranças dos (três) movimentos de libertação de Angola que, depois de terem prestado – diferenciadas – contribuições para o derrube do regime colonial, negociaram a transição do Poder com o objectivo de viabilizar a ascensão de Angola a Independência.
Precisamente, no Histórico Dia 11 de Novembro; na capital nortenha, em representação de Holden Roberto; o Engenheiro Ngola Kabangu dirigiu o acto; na principal cidade do planalto central, Jonas Savimbi orientou o evento e, na cidade capital, Agostinho Neto liderou a cerimónia.
Por se tornar irrelevante, a parte referente a conflito armado – a guerra fratricida ou, seja, a mortandade entre “Filhos da mesma Máe”…
Tal péssimo capítulo da nossa existência como seres soberanos – a problemática da guerra gerada com estranhas interferências seja motivo para outras instâncias, sob condução de credenciados historiadores responsabilidades científicas…
No cumprimento da isenta missão informativa, para servir o real Interesse Público, consideramos salutar a divulgação desses e outros detalhes inerentes a nossa História; assim, também, concluiremos que recordar é viver!

Heróis expostos
Condenados ao esquecimento

Evitemos o malabarismo para forjar a anulação de valores que (pelo mundo, em distintas universidades e prestigiados centros de investigação) já estão catalogados…
Para o estudo de matérias em torno da justa luta de libertação nacional, por exemplo, bom será subsidiar ou subvencionar estudantes universitários e cientistas angolanos desejosos de investigar; por exemplo: haja hipóteses de frequentar a Torre do Tombo (em Portugal) onde a História está exposta como “Património da Humanidade”…
Deixemos de nos confundir de forma horrível e desprestigiante porque o realismo contraria a mentira e repulsa a pecaminosa falta de Verdade!
Claro que, por esta via, não nos é possível mergulhar em abordagens de profundidade didáctica; porém, entre a derradeira etapa do Mandato em curso e a próxima responsabilização dos Gestores do Orçamento Geral do Nosso Estado; importa-nos evocar referências sobre o “cinzento quadro” onde parecem expostos os Heróis da Nação – condenados ao esquecimento…
Na generalidade, milhões de seres angolanos que se sentem como vítimas da “apatia política” de quantos gerem o Património Angolano que, como é óbvio, devia – deve privilegiar esforço institucionais para dignificar o patriótico empenho de quantos se envolveram no sacrificante desafio pelo derrube do regime colonial para que Angola ascendesse como Estado Soberano, tal como sucedeu, no Dia 11 Novembro de 1975.

 

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