MPLA com “a faca e o queijo na mão”

Politica Off 12

Não obstante a crise que assola o país e alguma letargia em algumas províncias do interior, o MPLA, continua com a faca e algum queijo praticamente na mão, para, tal como nos anteriores pleitos, fazer mais uma proeza nas eleições de 23 de Agosto.
Hoje por hoje, com JES fora dos ‘campos’ – a sua coqueluche nas campanhas eleitorais – sendo, e o MPLA ressente essa ausência – a única actividade de vulto são os comícios de apresentação de João Lourenço, o seu candidato, que além de ‘vender’ o peixe do seu partido, está a fazer-se também conhecer.
João Lourenço, que, de resto estreia-se na corrida à presidência da República, relativamente as três maiores formações políticas, embora lá mais para baixo perfile, também, Benedito Daniel do PRS. Talvez isso justifique o facto de JLO, como ficou conhecido o candidato do ‘M’, aplique todos seus recursos, ainda que às vezes tenha de recorrer a alguns meios do Estado, pois está numa fase de ‘tudo ou nada’.
O Candidato do MPLA é o único que não se pode queixar da falta de condições para levar a acabo a sua campanha eleitoral: tem todos os meios à sua disposição, os seus apoiantes não sofrem quaisquer represálias e todos rendem-se aos seus pés.


Só que, recebeu a candidatura numa altura em que o país, na verdade atravessa o seu pior momento, com a oposição a lograr alguma vantagem. Daí que, a ostentação de meios, por si só, não basta, porque o povo sabe que em época de eleições o país fica ‘ás mil maravilhas’, mas depois delas, como se diz na gíria, ‘voltamos às nossas condições antigas’.
João Lourenço, apesar da inovação no seu discurso, precisa de um suporte eleitoral humano assinalável. A mensagem dos ‘Camaradas’, diga-se, em abono da verdade, não está a fluir como deve ser. Por alguma displicência da UNITA e da CASA-CE, as províncias do Namibe, Cunene, Malange, Kuanza Norte e Moxico são as que mais levam à peito a mensagem dos ‘maioritário’. Nas restantes, a disputa é seria. Ai, salva-se quem investir mais no seu discurso.
Em Benguela, no Huambo, Huila e Bié, que ao todo representam respectivamente as maiores praças eleitorais, depois de Luanda, a letargia dos anteriores governadores ‘facilitou’, em grande medida o trabalho da oposição. Ainda assim, JLO e a sua equipa têm tudo a seu favor para inverter o quadro.

Hits: 65
ArabicChinese (Simplified)EnglishFrenchPortugueseSpanish