Problemas socias analisdos no I° Simpósio Nacional de Psicologia

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A mudança de mentalidade em relação ao que é a Psicologia, a importância e o papel da Psicologia na resolução dos problemas sociais bem como incentivar a comunidade académica em particular e a sociedade em geral a olhar e reflectir sobre os problemas sociais do País foram alguns dos objectivos do encontro

Fernando Guelengue

Sob lema: “A Psicologia faça aos problemas sociais em Angola”, a Universidade Católica de Angola (UCAN) realizou, recentemente, o I° Simpósio Nacional de Psicologia.

De acordo com a decana da Faculdade de Ciências Humanas da UCAN, Ana Bela Pereira Moreira, há uma falsa ideia de que o psicólogo serve apenas para tratar problemas de foro mental mas todos os seres humanos precisam ser orientados e acompanhado pelos especialistas de Psicologia.

“Qualquer ser que esteja inserto numa sociedade precisa. Porque, há problemas que nós vivemos cujas causas estao ligadas a Psicologia e nós não sabemos. Entao, vamos à procura da solução noutros domínios, daí, a razão de não encontrarmos soluções destes problemas”, frisou a responsável, acrescentando que a intenção deste encontro é provocar a sociedade em geral e, a comunidade académica em particular, a reflectir sobre a necessidade de se valorizar e olharmos à Psicologia como prioridade.

Ana Bela Moreira referiu ainda que a base desta actividade surge, igualmente, para incentivar os estudantes universitários a começaram, mesmo sem não terminarem a formação, a discutir e a trabalhar mais nas questões ligadas a Psicologia.

Por sua vez, a coordenadora do evento e prelectora sobre contribuições à saúde mental em Angola, Helena Veloso, referiu que é necessário apelararmos à sociedade que a psicologia pode ser aplicada em vários domínios do saber e na solução de fenómenos sociais.
“A saúde mental em Angola tem os seus pontos positivos e negativos. Já temos estado a observar o crescimento de instituições hospitalares no país que têm estado a atender questões ligadas à saúde mental”, sustentou, alertanto para o facto de haver ainda alguma falta de incentivo financeiro para se melhorar o atendimento.

O primeiro dia do Simpósio abordou vários temos como “Suicídio como consequência do sofrimento psicológico”, com Nuno Pimpão, “Causas de suicídios no Moxico”, com Herman Miji, “Causas socioculturais do fenómeno ‘Crianças acusadas de feitiçaria’”, com Benção Cavila, “O impacto psicológico e marcas duradouras da fuga à paternidade”, com a professora e psicóloga Maria da Encarnação Pimenta e “Assédio Sexual nas Organizações”, com João Saveia.

Os participantes tiveram um momento de intervenção para apresentar as suas questões, críticas e sugestões.

No ano passado, conforme revelou a organização, a UCAN organizou um encontro que apenas reflectiu os problemas de Luanda. Este ano e como Angola não é só Luanda, a instituição resolveu envolver o país todo, o que colocou mais de 50% de representantes das demais províncias do interior do país.

No final do encontro, os docentes e prelectores receberam certificados de mérito pelo trabalho desenvolvido em prol do conhecimento.

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