Repórteres sem Fronteiras denuncia assassinatos e agressão contra jornalistas

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A organização independente de defesa dos jornalistas de todo o mundo, conforme uma nota chegada a nossa redacção, encontra-se preocupada com a situação dos jornalistas assassinados, agredidos e assediados pelas redes sociais.

Fernando Guelengue

O alerta dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF) surge para chamar atenção das constantes violações dos direitos dos jornalistas por parte do governo indiano, reforçado pelo seu lugar no ranking mundial de liberdade de imprensa.

“A situação é extremamente alarmante na Índia. Enquanto quatro jornalistas foram mortos em menos de 6 meses, brutalidade policial, agressões e assédio online contra jornalistas estão subindo”, cita a nota que tivemos acesso, instando o governo daquele país a criar um sistema para garantir a protecção dos jornalistas em perigo, acelerar investigações sérias e independentes nos casos de jornalistas assassinados e treinar melhor os representantes da aplicação da Lei para a segurança destes profissionais de media.

Desde o mês de Abril do corrente ano até ao momento, três jornalistas foram mortos, dois agredidos e um perseguido e insultado online.

De referir que Shujaat Bukhari, ex-editor do jornal Nascente Kashmir, foi morto no dia 14 de Junho último, por disparos a queima-roupa quando saía da redacção do jornal. Quatro dias depois, o jornalista Suman Debnath, que se encontrava a realizar uma investigação sobre tráfego de óleo do estado de Tripura, no nordeste da Índia, escapou da morte após dois homens tentarem cortar a sua garganta.

No dia 26 de Março deste ano, Sandeep Sharma, conhecido pelas investigações sobre máfia areia, foi esmagado por um caminhão de lixo, no centro da Somália. Um dia antes, os jornalistas Bihar, Navin Nischal e o seu colega Vijay Singh, editores do jornal Dainik Bhaskar, foram deliberadamente atingidos por um ram-invasão.

A editora de Shillong Times, Patricia Mukhim foi igualmente atacada, mas com molotov cocktail (garrafa que meliantes usam com fogo e gasolina) em sua própria casa. Enquanto a jornalista Rana Ayyub terá sido alvo de insultos sexistas de falsas publicações de vídeos pornográficos que mostravam ela a ser estuprada ou assassinada.

Este ano, na Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, a Índia esteve na posição 138, menos dois do ano anterior.

Noticiar factos, denunciar os abusos e questionar a consciência colectiva são alguns dos pilares desta organização que trabalha pela liberdade dos jornalistas no mundo

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