“Serial Killer” angolano matou cinco pessoas e decapitou vítimas

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Severino Tchivinda confessou ter assassinado cinco pessoas tendo decapitado duas das vítimas, de acordo com o Director Provincial do Serviço de Investigação Criminal (SIC) do Kwando Kubango. A mesma fonte explica que o homicida justificou os crimes porque diz que tem “sede de sangue”, narra friamente os seus crimes e não se mostra arrependido

As primeiras vítimas do rol de assassinatos foi um casal, assassinado em Novembro de 2015, cujos corpos foram encontrados nas imediações de uma esplanada da cidade de Menongue. Duas semanas depois foi achado outro cadáver perto do bairro Novo. Nesta altura, de acordo com o Director do SIC local a polícia concluiu que a mesma pessoa era a autora dos crimes.

No dia três de Março de 2016, na sequência de investigações do SIC, Severino Tchivinda foi preso e apontado como o autor dos crimes tendo ficado preso na condição de arguido até Agosto do mesmo ano, altura em que foi posto em liberdade por ordem do Ministério Público que na altura alegou insuficiência de provas.

Já a 22 de Março deste ano foi achado o cadáver de uma jovem já sem a cabeça e na madrugada do dia 17 deste mês foi encontrado outro cadáver decapitado. Os agentes do SIC que continuavam em campo persistiram no trabalho de investigação até que localizaram Severino Tchivinda, no bairro da Paz, numa casa onde estavam também duas cabeças, sendo que uma estava em avançado estado de decomposição.

Interrogado, de acordo com o Director do SIC local, o acusado reconheceu ser o autor dos crimes e contou pormenores de como executou as vítimas tendo justificado que o fez porque tem “sede de sangue” e que estava disposto a continuar com os assassinatos.

Com um historial de violência, de acordo com a mesma fonte, Severino Tchivinda já esteve preso no Huambo, onde nasceu, acusado de ter agredido uma pessoa com uma enxada e também de ter violado uma mulher grávida de cinco meses que abortou em consequência da violência de que foi vítima.

O SIC alerta, entretanto, que vai continuar a investigar porque apesar do acusado ter confessado os crimes e ter explicado como executou as vítimas “muitas perguntas continuam sem resposta”.

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1 Comentário

  1. ilidio manuel 24 de Abril de 2017 at 10:11 - 

    QUANDO O CRIME COMPENSA

    A recente detenção pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) do Cuando Cubango de um indivíduo que, na cidade do Menongue, terá decapitado duas jovens, está a causar profunda repugnância no seio da sociedade em geral, assim como um certo alívio na população local.
    Consta que o suspeito já tem antecedentes criminais, visto que a 4 de Abril do ano passado terá tentado assassinar o seu próprio pai à machadada, pelo que o crime de parricídio não foi consumado «graças à ajuda de alguns vizinhos», que frustaram as intenções do alegado homicida.
    Diz o Jornal de Angola (JA) na sua edição de ontem que «Severiano Tchivinda [o suspeito] golpeou duas vezes a cabeça do pai com um machado. Os golpes resultaram em ferimentos graves, suturados com 28 pontos».
    Refere a mesma publicação que o indivíduo em causa, no mesmo dia «violou também uma mulher grávida de cinco meses, situação que resultou em aborto».
    Uma vizinha disse, com alguma curiosidade à mistura, que «depois de cometer estes crimes, Severiano Tchivinda foi preso, mas FICOU APENAS ALGUNS MESES NA CADEIA».
    É justamente neste ponto que tenho estado a reflectir, pelo que gostaria de saber por que razão o suspeito foi rapidamente devolvido à liberdade, depois de ter sido acusado de dois crimes graves/violentos, por sinal públicos?
    Ainda que não tivessem sido accionadas as queixas-crime por parte das vítimas, como se diz a notícia do JA, convém não perder de vista que estão em causa crimes públicos, pelo que cabia ao Ministério Público (MP) desenvolver obrigatoriamente a acção penal e a polícia investigar, colhendo as provas do crime para formar o chamado corpo de delito.
    Sabendo-se que a Lei da Amnistia só contempla os crimes cometidos até 11 de Novembro de 2015, assim como não abrange os delitos com carácter violento e de natureza sexual, com base em quê ele foi posto em liberdade?
    Mais do que envaidecer-se pelo feito junto aos órgãos de comunicação social, a polícia deveria, do meu ponto de vista, também investigar em circunstâncias foi colocado em liberdade esse indivíduo que sobre ele pesavam suspeitas de ter cometido dois crimes graves: uma tentativa frustrada de homicídio e outro de violação sexual, que culminou em aborto.
    O MP, que não terá accionado a devida acção penal, deveria ser igualmente chamado à pedra pela suposta inacção ou negligência.
    De facto, é bastante suspeita a forma como este e outros tantos indivíduos acusados da prática de crimes violentos têm sido postos em liberdade. Dá para questionar…

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