Sociedade Civil debate eleições, paz e democracia

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Com o objectivo de debater e refletir sobre a paz, eleições e democracia, decorreu de 28 a 29, na União dos Escritores Angolanos, sob a chancela das organizações Mãos Livres, Associação para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), Associação Justiça Paz e Democracia (AJPD), Fórum de Mulheres Jornalistas (FMJIG) e Plataforma Mulher em Acção (PMA)

 Diniz Kapapelo

O primeiro painel da conferência, que suscitou grande interesse, foi “Desafios dos partidos políticos e coligações na presente legislatura” foi dividido pelos deputados Arleth Tchimbinda e Lindo Bernardo Tito, em representação da UNITA e da coligação CASA-CE, que apresentaram as ideias das suas organizações políticas na presente legislatura. A organização convidou também um representante do MPLA que, entretanto, não respondeu.

Suzana Mendes, porta-voz da conferência, disse que o objectivo da realização do evento é promover o debate e a reflexão em termo do tema da actividade, no caso, “eleições, paz e democracia”, tendo acrescentado: “o que é que podemos fazer e que passos devem ser dados para uma verdadeira consolidação da democracia e da paz em Angola”.

Segundo a responsável, vários oradores, entre nacionais e internacionais foram convidados à apresentar os diferentes painéis, para um debate de temas e a partilha de experiências, sobre o processo eleitoral em África o papel da igreja, na promoção dos direitos fundamentais e na promoção da democracia em Angola.

A conferência contou com a presença do jornalista moçambicano Luís Nhachote que partilhou a experiência do seu país com os presentes tendo realçado que Angola e Moçambique têm muitas similitudes no que toca ao contexto social e político.

Durante a conferência, houve também uma mesa redonda sobre as autarquias em Angola cuja responsabilidade para a sua apresentação recaiu ao Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado (MAT), no sentido de ilustrar aos participantes a agenda para as autarquias há muito desejada pelos partidos da oposição e alguns cidadãos angolanos.

“Nós só queremos recolher contribuições e também ouvir os participantes. Que constatações temos em relações ao processo democrático e o processo eleitoral que o país viveu neste ano”, sustentou Suzana Mendes, concluindo que no final vão produzir uma brochura com as recomendações e as principais constatações que será partilhada com os diferentes órgãos de comunicação social, com as instituições do Estado e as Organizações da Sociedade Civil.

Para Abílio Camalata Numa, deputado da UNITA, a sua presença na conferência da direcção da UNITA foi para acompanhar as dinâmicas da sociedades civil porque, em seu entender faz muito bem.

“Para os partidos perceberem exactamente como pensa a população, sobretudo, a população Luandina. E nesta conferência fomos surpreendidos com a presença de pessoas que vêm de outras províncias, o que é muito bom”, acrescentou o general angolano.

De recordar que foram ainda preletores Augusto Santana, especialista em questões eleitorais, os reverendos Ntony Nzinga e Simão Adolfo, o Padre Daniel Malamba, o jornalista Ismael Mateus e Alexandra Simeão.

 

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