UNITA concorre com mais mulheres às eleições gerais deste ano

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A UNITA, a segunda maior formação política angolana, concorre às eleições gerais de 2017, com mais mulheres em relação ao pleito eleitoral de 2012

Para a próxima legislatura, o partido do “galo negro” apresenta na sua lista de candidatos trinta e sete (37) mulheres efectivas e quinze (15) suplentes, no círculo nacional, ou seja, cinquenta e dois (52) no total; trinta e oito (38), dentre efectivas e suplentes, nos círculos províncias. A soma dos dois círculos perfaz noventa (90) concorrentes, o que no universo dos duzentos e vinte (220) candidatos à Assembleia Nacional representa 40%.

Em 2012, figuravam na lista de candidatas trinta (30) mulheres efectivas -menos sete em relação a 2017 vinte (20) suplentes -mais cinco (5) do que nas últimas eleições; e vinte e duas (22) efectivas e suplentes, menos dezasseis (16) nas candidaturas provinciais. A lista dos dois círculos totalizava setenta e duas (72) mulheres, ou seja, 32%.

Dos Trinta e dois (32) deputados que conseguiu eleger nas referidas eleições oito (8) são mulheres, sendo 6 do círculo nacional e duas (2) dos círculos provinciais, nomeadamente Luanda e Cuando Cubango. Em termos estatísticos vinte e cinco por cento (25%) dos parlamentares desse partido que estão na Assembleia Nacional são mulheres.

O partido do Galo Negro, à semelhança do MPLA, não apresenta nenhuma senhora candidata ao cargo de presidente ou vice-presidente da República, numa lista em que estão seis (6) mulheres nos primeiros vinte lugares do círculo nacional.

Embora o número de candidatos esteja longe do recomendado pelo “sistema zebra”, que consiste no equilíbrio do género (50% para cada um dos sexos), a lista da UNITA registou, contudo, um ascendente em 2017. Os números ultrapassam o mínimo dos 30 % que o líder do Galo Negro, Isaías Samakuva, prometeu em entrevista ao projecto “As Mulheres e as Eleições.

O presidente da UNITA garantira que a tendência era aumentar o número de mulheres não só no Parlamento, como também nos órgãos de decisão do seu partido, particularmente na sua Comissão Política, que deverá comportar 33 a 34 % de representação feminina.

Ana Margoso, jornalista e candidata pelo mesmo partido às eleições deste ano, afirma a propósito que a UNITA tem procurado cumprir com as directrizes da SADC, que estabelece um mínimo de 30 por cento de representatividade feminina nos governos e partidos políticos dos países da região. “Há um maior número de senhoras nas listas de candidaturas a deputados da UNITA”, reconhece.

Questionada sobre a fraca participação das mulheres na vida política do país, admite que há “pouca confiança e ambição por parte delas, numa sociedade onde, infelizmente, os homens continuam a dar cartas. “As mulheres angolanas, na sua maioria, são ainda muito submissas em relação ao sexo masculino, pelo que continuam a ser vistas como o sexo frágil que não tem capacidade para enfrentar os grandes desafios”, concluiu Ana Margoso.

 

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